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SERENÍSSIMO GRÃO MESTRE FERNANDO FERNANDES É ENTREVISTADO PELO BLOG MAÇONARIA NEWS

NA ENTREVISTA O GRÃO MESTRE DESTACOU AS VÁRIAS AÇÕES DE SUA GESTÃO E O QUE ESPERA DA MAÇONARIA BRASILEIRA PARA OS PRÓXIMOS ANOS

O Sereníssimo Grão Mestre FERNANDO FERNANDES foi o entrevistado do blog MAÇONARIA NEWS neste mês de abril, periódico publicado por irmãos do oriente de Uberlândia. Na publicação o Grão Mestre destaca as principais ações realizadas por sua administração, entre elas a modernidade administrativa, o reconhecimento do Grande Oriente Paulista como uma das principais Potências Maçônicas em nosso País, atestado pelo reconhecimento pela GLUI-Grande Loja Unida da Inglaterra, e reafirmando sua crença nos irmãos iniciados em nossa Ordem, uma escola de aprimoramento moral, que se capacitam para serem os verdadeiros construtores de uma sociedade melhor. Com sua atuação nas duas gestões e os índices de aprovação que recebeu liderando nossa Potência, o Grão Mestre FERNANDO FERNANDES se consolida com uma das lideranças maçônicas mais expressivas na Maçonaria Paulista.

Confira a publicação na íntegra abaixo:

1-Irmão Fernando, o que significa ser Grão-Mestre em São Paulo, estado mais populoso do país, com quase 46 milhões de habitantes, e responsável por mais de 31% do PIB nacional?

R –Ser escolhido duas vezes para liderar o Grande Oriente Paulista é, sem dúvida, uma grande honra —e também uma enorme responsabilidade. Isso não só pelo alto nível de preparo e exigência dos irmãos que fazem parte da instituição, mas também pela importância que o G.O.P. tem dentro e fora da Maçonaria.
Ao mesmo tempo, tem sido uma experiência de muito aprendizado. Como disse Cora Coralina: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”E é exatamente isso que tenho vivido. A cada dia aprendo mais, trocando experiências e conduzindo essa Instituição Maçônica que cresce constantemente e vem marcando presença, com força, em confederações, conferências e fóruns, tanto aqui no Brasil quanto lá fora.

2-Há uma percepção crescente de que muitas Lojas estão se transformando em clubes sociais e de relacionamentos, perdendo sua essência iniciática. O senhor acredita que essa tendência é real?

R –A Maçonaria é uma instituição cheia de nuances, e sua riqueza está justamente na diversidade das Lojas —que são o coração do movimento, onde os membros se encontram e atuam. Cada Loja tem seu jeitinho próprio, que varia conforme a origem social dos irmãos, a região onde está localizada e até as profissões mais comuns entre seus integrantes.
Até em uma mesma cidade, como São Paulo, notamos diferenças grandes entre uma Loja e outra, dependendo do bairro e do perfil dos membros. Uma Loja com maioria de advogados ou médicos, por exemplo, pode seguir uma linha de trabalho mais específica. Já quando o grupo é mais variado, a atuação costuma ser mais dinâmica e abrangente.Algumas Lojas focam quase totalmente em ações filantrópicas, ajudando diferentes instituições com o tempo. Outras têm uma pegada social e cultural mais ampla, enquanto que algumas preferem concentrar esforços no bem-estar dos seus próprios membros e suas famílias. Essa variedade de estilos e objetivos mostra como a Maçonaria consegue se adaptar às diferentes realidades e necessidades de cada comunidade.

3-Os ideais herdados da Maçonaria Francesa, que influenciaram fortemente a formação da Maçonaria Brasileira, ainda estão presentes ou foram deixados de lado com o passar do tempo?

R–O ideal trazido pela Maçonaria Francesa — Liberdade, Igualdade e Fraternidade continua vivo e sendo passado para os novos membros com o tempo. Mas isso é algo que a gente precisa aprender constantemente. Esses princípios éticos não são apenas para decorar ou repetir; eles precisam ser discutidos, vividos e atualizados a cada geração.
E isso não é fácil, especialmente hoje, quando o respeito parece ter virado algo fora de moda. Por isso, o comportamento social precisa ser sempre revisto com base na ética, no respeito ao próximo e nos valores morais. Até a boa e v velha “etiqueta”, aquela educação básica do  dia a dia, ainda tem seu valor — afinal, quem não consegue ser gentil ou atencioso dificilmente vai agir com ética em situações mais sérias.
É comum vermos pessoas criticando a corrupção, mas que não pensam duas vezes antes de esconder que receberam um troco errado. Isso mostra como é importante manter esses ideais vivos —não como lembranças bonitas do passado, mas como atitudes reais no presente. Porque só assim eles continuam fazendo sentido.

4-Quais são, na sua visão, os principais destaques da sua gestão à frente do Grande Oriente Paulista?

R–A modernização administrativa tem sido uma das nossas principais prioridades. Em tudo o que fazemos, buscamos adotar processos mais modernos, ágeis e transparentes. Esse esforço nos levou a conquistar a Certificação ISO9001:2015 — uma norma internacional que define padrões para um sistema de gestão de qualidade. E isso trouxe ganhos reais, tanto na qualidade quanto na economia da nossa gestão.
Também trabalhamos em nossas relações institucionais com outras Potências Maçônicas nacionais e internacionais. Estamos hoje em todas as entidades internacionais e culminamos no final de 2024 com o nosso reconhecimento pela Grande Loja Unida da Inglaterra, a mais antiga Potência do mundo.
Seguimos firmes na tradição dos nossos conteúdos e rituais, mas com uma apresentação mais atual e sempre buscando melhorar. Claro, qualquer mudança precisa ser feita com base em pesquisas históricas e filosóficas sérias. Ainda assim, a gente sabe que isso nem sempre agrada a todos — especialmente os que costumam dizer: “isso está errado porque não foi assim que me ensinaram.” O problema é que, muitas vezes, o que foi ensinado veio com erros que se enraizaram ao longo do tempo. Afinal, o famoso “jeitinho brasileiro” também acabou entrando na Maçonaria em alguns momentos —e é justamente isso que queremos corrigir com seriedade e responsabilidade.

5-Na sua opinião, quais devem ser os principais focos e apostas da Maçonaria Brasileira para os próximos anos?

R –Nossa principal missão sempre foi, é e será ajudar o homem a se preparar para a vida. A Maçonaria funciona como uma verdadeira escola de aprimoramento moral. Devemos trabalhar sempre para formar bons maçons, que se tornarão ótimos cidadãos.
Acreditamos que valores como respeito ao próximo, liberdade, igualdade e fraternidade não devem ficar só no discurso —precisam ser colocados em prática, de verdade, em todos os aspectos da sociedade.

 

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